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Se muestran los artículos pertenecientes a Octubre de 2005.

01/10/2005

As minhas mãos têm a idade do universo

Caro Pedro, aqui tens esta colaboração, feita hoje, para a tua proposta.

Para o Pedro e o Xavier.

As minhas mãos têm a idade do universo,
Há nelas uma reminiscência de espelho irradiante,
Uma canção em que o centro de nós
É o lugar interdito, transparente, onde virarmos
A nossa mutilação em cópula mortal,
Trespassando o espaço cercado.

As minhas mãos desconhecem o tempo,
Permanecem quietas até a sua definitiva conversão
Em residência das árvores brancas que
Criaram as moradas dos amantes:
Luminosas habitações lavrando-se
Contra a ocupação das ruas pola areia silente.

As minhas mãos perduram na libertação
Que trazem as palavras a explodirem,
Orgulhando-se da sua gravidez secreta,
Abrindo fendas por toda a parte
Em que os ilhéus pressentem um mesmo fogo
Alimentando-os contra o seu desterro.

As minhas mãos, enfim, aquecem as horas
Com a serenidade líquida do amor,
Segurando-se nas ribeiras ocultas desta luz
Acontecida como o primeiro dia após do nada.

01-10-2005.
01/10/2005 17:59 Enlace permanente. Tema: Ramiro Torres Hay 5 comentarios.

03/10/2005

As minhas mãos anos depois

Este repto, o de escrever um poema a começar com um verso proposto, foi lançado há anos, e respondido corajosamente, por todos os poetas que trabalham na fábrica e, há uns dias, relançado ao grande amigo e poeta Ramiro Torres e ao Xavier Vásquez Freire, em cujo blog me deparo com a linha "O tempo não existe". Este é o meu novo As minhas mãos têm a idade do universo, anos depois.


As minhas mãos têm a idade do universo,
e guardam o trigo entre os caminhos velhos
e entre os caminhos novos. Separam o tempo
de cima do que está em baixo, brilham a sós
como as estrelas em março na tua boca.

Nada direi, que elas vos escrevam, inimigos
íntimos, habitantes do dia que não está no calendário,
sobre a esteira quente do vosso nome, calo.

E vós falai, prisioneiras de nada, perfumai com ópio os velhos
locais da palavra, enlouquecei.
Mãos,

habitantes dos meus rios,
elegíacas e loucas,
tenebrosas extractoras
mineiras dos meses.
03/10/2005 19:54 Enlace permanente. Tema: Pedro Casteleiro Hay 1 comentario.

08/10/2005

08/10/2005 00:16 Enlace permanente. Tema: Táti Mancebo Hay 1 comentario.

Do mesmo lugar do que falo no post anterior, recolho uma ligaçao para uma Máquina de texto, módulo construtor-deconstrutor de poemas. A experimentar!
08/10/2005 00:30 Enlace permanente. Tema: Táti Mancebo Hay 3 comentarios.

Sextas ás 19:30 o amigo Martin Pawley fala de cinema no 107.6.
08/10/2005 22:44 Enlace permanente. Tema: Táti Mancebo Hay 7 comentarios.

09/10/2005

SER O OUTRO

Eu começo sempre pelo eu
mesturo as andainas cos lóstregos rotos
e re-aparecem as altas cadeias
pelo corredor das especiarias
Eu passo logo a Tu
e já não escutas
em graves membranas
os teus sórdidos actos
Tu devolves-me o eu
multiplicado
e somos tantos a berrar
a inconsistência da água
que de todas as partes
asejam os dias
na nossa procura.
Levamos baixo o braço
um livro de três ou quatro páginas
é o livro da eterna miséria,
que soltamos fugazmente
às portas da nossa casa.
09/10/2005 01:33 Enlace permanente. Tema: Táti Mancebo Hay 3 comentarios.

13/10/2005

A Pátria

Com tristeza e alegria, chego tarde à celebração na cidade herculina do Dia da Raça, com o alçamento nacional da bandeira. Aderindo e ultrapassando o júbilo institucional, quero cá contribuir com o meu pequeno mas –acho- significativo grão de areia à reconstrução do nosso autêntico sentimento patriótico peninsular. Não tenho palavras: por favor, leiam isto aqui.
13/10/2005 16:42 Enlace permanente. Tema: Pedro Casteleiro No hay comentarios. Comentar.


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