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Se muestran los artículos pertenecientes a Junio de 2005.
10/06/2005
FÁBRICA Nº 1Fábrica de humo de Maximino Javier (México, 1950-) EXTRACTO Nº 1:Paul Auster dixo aló polo 98, isto é antes do atentado das Torres Xémeas: "Actualmente, a concentración dos medios de comunicación nos Estados Unidos é tal que teñen poder suficiente para desviar a atención da xente -¿voluntariamente?, aí está a cuestión- cara a temas sen importancia. Desde hai varios anos, unha sucesión de escándalos dominando sistematicamente a atención dun país tan escindido e fragmentado que xa non se pode falar nin de historia nin de narración común. De feito, eses escándalos acaban sendo a única narración capaz de agrupar o país. Xa non existen puntos comúns, senón unha participación común nunha empresa de descerebramento, e o xuízo de O. J. Simpson constitúe o triste apoxeo desta engranaxe infernal."
11/06/2005
QUEN FOI Nº 1"Tenemos que seguir como vamos yendo." A solución: en 48 horas aproximadamente Pista: non é Paco Vázquez
14/06/2005
O pássaro solitário e a debandada ibérica (I)Em referência ao comentário de Alfredo sobre a reorientação, ainda que também à pergunta de Táti sobre o que é que nos une, e respondendo até uma velha questão sobre o que deu origem ao nascimento daquilo que fomos. Extractos deste curioso texto de Mª de la Concepción Piñero, Universidade de São Paulo: Metamorfoses Literárias de um Pájaro Solitario. "Estas reflexões partem do tema da tradição literária e de sua ruptura. Mais precisamente, do caso de uma obra literária que tem a ruptura como ponto de partida. Trata-se de um romance espanhol de nossos dias que quer preencher uma dupla interrupção: reatar uma tradição de diálogo cultural, rompida desde o século XVI, e devolver um texto destruído que se havia inspirado nesse diálogo. Assim, o foco desta exposição será o processo mesmo de devolução da obra perdida. É inusitada a proposta deste romance. Pretende devolver à Literatura Espanhola um texto destruído no século XVI. Mais ainda: pretende reatar o diálogo do texto destruído com as culturas árabe e judaica, que o inspiraram. Por isso tudo, este romance permite uma reflexão sobre alguns aspectos da cultura da Idade Média e do Renascimento. E permite fazer essa reflexão a partir de um dos maiores escritores de nossos dias. Falo do romancista catalão Juan Goytisolo. (…) Ainda em 1969, o então jovem escritor, que não havia chegado aos quarenta anos, publicava um importante ensaio, España y los españoles. Suas páginas falavam da urgência de preencher as lacunas abertas na cultura espanhola pela perda de energias fundamentais de sua vida intelectual. E apontava para as culturas orientais, que até o final da Idade Média haviam estado presentes na Península Ibérica. E que haviam fecundado algumas das obras-primas da Literatura Espanhola. De fato, é na herança judaica, como experiência de exílio, que Goytisolo vai buscar o sentido de solidão e de inquietação da narrativa de Cervantes ou da lírica de Luis de León. E é na afetividade da lírica dos místicos muçulmanos, os sufistas, que o escritor encontra a chave de algumas obras-primas intensamente sensuais. Mas já nas primeiras décadas do século XVI a censura suprimia tais manifestações. Tanto que algumas dessas obras tiveram de ser publicadas fora da Espanha, como La Lozana Andaluza."
15/06/2005
O pássaro solitário e a debandada ibérica (e II)"Assim, na visão de Goytisolo, o século XVI assistiu à ruptura de uma tradição de diálogo intercultural. Um diálogo que havia dado à Espanha lugar privilegiado no panorama europeu. Basta pensar na escola medieval de tradutores de Toledo. Lá colaboraram estudiosos árabes, judeus e cristãos, graças ao impulso do rei Afonso, o Sábio. Mas a expulsão de fins do século XV e a censura político-religiosa do século XVI arruinaram esse diálogo. E contribuir para reatá-lo tem sido o intuito primordial de Juan Goytisolo. (…) Há, portanto, um San Juan de la Cruz silenciado, e testemunha de vozes silenciadas. É este San Juan que Goytisolo vem resgatar. E, concretamente, o autor de um texto perdido, Propiedades del Pájaro Solitario. Não chegou até nós esse escrito sanjuanista. Desapareceu talvez depois da morte de Teresa, no tempo das perseguições. Sabemos que alguns amigos que conservavam escritos de San Juan de la Cruz tiveram de queimá-los para proteger o poeta. Uma testemunha nos fala da perda de um opúsculo, um tratadillo, como dizia. Seu título era precisamente Propiedades del pájaro solitario." O resto deste texto, que para quem achou interessante o extractado há-de resultar bem mais interessante podereis encontrá-lo premindo aqui. Um abraço.
16/06/2005
Proposta de enlacesProponho considerar como enlaces estes provedores de luz e palavras:
www.nescritas.nletras.com www.astormentas.com
Que vos parece?
21/06/2005
O MATRIMONIO ENTRE PERSOAS DO MESMO SEXO E A PRENSAMoléstame enormemente que, expresadas as opinións dun grupo de “expertos” sobre o asunto, os medios de comunicación dean prioridade ás posturas máis reaccionarias, intereseiras e anticientíficas aínda que sexa para botar abaixo a pose centrista e progresista do PP. Moléstame porque non podo evitar, sentíndome tan a favor da equiparación de dereitos de todos os individuos como á marxe de que cadaquén foda con quen lle apetecer, que o que máis resoe na miña cabeza sexa que hai “expertos” que opinan que os contornos familiares formados por persoas do mesmo sexo son focos de perversión. Por certo, grande fortuna a da nena de Ferrol, tiña pai e nai!
22/06/2005
Canção da noite de São JoãoDa minha procura em forma de livro, resgato um novo texto da diáspora, conhecido como "O casamento do enfeitiçado" ou "Canção da noite de São João".
Vêm aqui escuitar a música os hinos fortes e tristes que iluminam o temor e as noites do espírito.
Vêm ouvir as melodias que encantam os dedos, como cigarros e fumo, envoltos numa transitória, delicada dança.
Ouvir histórias que alimentem armários vazios, rapsódias para a felicidade das tumbas.
Porque esse é o destino da pele, converter-se no palácio dos vermes em breve.
Ao mesmo tempo, este, nosso momento, de sombra e música, é único, porque podemos aprendemos como voar e cantar e crescer altos e definitivos sobre o lume.
Vimos aqui bailar e aprender uma nova voz cantada que não ensina nada que não dura que morre e em cada gesto permanece, sístole e diástole do amor, metáfora do entendimento.
Vimos aqui cantar a nossa morte Cantar, após a morte, a nossa vida.
24/06/2005
CADEA HUMANAE-mail de Martin Pawley Non podemos quedar de brazos cruzados, non nos poden roubar a primavera. As dúas patas nas que se vai asentar o país novo, precisan collerse das mans e deixar estes días de impas. Somos moit@s @s galeg@s que temos cousas que dicir nesta nova etapa. Non hai tempo para o pesimismo, a primaveira non pode esperar máis, queremos manifestar a nosa vontade de cambio.
Partindo do Blogmillo (comunidade de blogueiros de Galiza) andamos organizando unha cadea humana en Compostela para o vindeiro domingo 26. Unha cadea composta por elos da cidadanía que unirán as estatuas de Castelao (na alameda) e a de Pablo Iglesias (en San Caetano) como símbolo desa nova Galiza.
En nome do futuro, quedaremos no parque da alameda de Santiago ás 13 horas.
Máis información en http://cadeahumana.blogsome.com/
GAÑAMOS NÓS!!! fragmento e-mail do MárioO próximo dia 25 de Junho, sábado, participarei, juntamente com Carlos Solla, num recital poético, organizado polos amigos Joseph Ganime e Alberto Naya, no Local Social Atreu, sito na Rua S. José da Crunha. O acto começará por volta das 20:30 horas
28/06/2005
Poesia galega contemporânea publicada pelas Edições ArcosOnline.comComo estou certa de que el nao o fara, informo: Domingo, 26 Junho 2005 As Edições ArcosOnline.com lançam hoje, dia 25 de Junho, a obra A Vida Extrema, do poeta galego Mário Herrero Valeiro. A obra será disponibilizada gratuitamente em formato digital na página web da editora ArcosOnline.com. A Vida Extrema é um poemário inquietante e perturbador. À nitidez rítmica do seu verso livre, o poeta alia a profundidade de uma linguagem verdadeiramente poética e o alcance de uma temática universal.
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