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Sefer Sefarad (as canções da diáspora)II. Canção
Dançar com os intérpretes da melodia do mundo, os que dão à luz um universo de encontros e inauguram, intactos, um Sol novo e uma Lua nova, dançarinos nas sombras.
Um barco de algazarras atravessa o perfil e inicia a luz de um dia a luz, a que plantou as velhas oliveiras, calcanhares surdos da nossa promessa.
O meu lugar é aqui, em toda a parte, onde cantar, e devotar-me a um exercício milagroso de encantamento e penumbra.
Quem me dera voar na vertigem das selvas da nossa própria carne e vestir-me de negro e esmeraldas arrumando a velocidade do corpo para um universo novo de rum e especiarias
invisível através de ti. 24/05/2005 13:38
Autor: Ramiro Parabéns, irmão. Acho que muitos poemas teus nos achegam ao evidente invisível, mas Real. Nesse "exercício milagroso / de encantamento e penumbra" nadamos, à procura do vinho amante oculto em cada verso, nas nossas vidas.
Fecha: 24/05/2005 20:44.
Autor: Pedro Bom, acabo de ler de novo o teu poema, assim que sei que me fala um coração, e como uma honra recebo tuas palavras.
Fecha: 25/05/2005 09:47.
Autor: Táti Obrigada por este poema, Pedro. acabo de desfrutar da súa leitura.
Fecha: 10/06/2005 23:04.
Autor: Pedro Obrigado a vós, polo coração. Curioso o que dis, Alfredo, em breve publico um extracto do que precisamente estou a ler.
Fecha: 14/06/2005 18:29.
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