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Canção da noite de São JoãoDa minha procura em forma de livro, resgato um novo texto da diáspora, conhecido como "O casamento do enfeitiçado" ou "Canção da noite de São João".
Vêm aqui escuitar a música os hinos fortes e tristes que iluminam o temor e as noites do espírito.
Vêm ouvir as melodias que encantam os dedos, como cigarros e fumo, envoltos numa transitória, delicada dança.
Ouvir histórias que alimentem armários vazios, rapsódias para a felicidade das tumbas.
Porque esse é o destino da pele, converter-se no palácio dos vermes em breve.
Ao mesmo tempo, este, nosso momento, de sombra e música, é único, porque podemos aprendemos como voar e cantar e crescer altos e definitivos sobre o lume.
Vimos aqui bailar e aprender uma nova voz cantada que não ensina nada que não dura que morre e em cada gesto permanece, sístole e diástole do amor, metáfora do entendimento.
Vimos aqui cantar a nossa morte Cantar, após a morte, a nossa vida. 22/06/2005 10:57
Autor: Táti Pois vou! O teu poema xa me convenceu! Feliz San Xoán a todo o mundo!
Fecha: 22/06/2005 12:14.
Autor: Ramiro Nessa procura andamos todos, em forma de livro e em forma da nossa existência. As nossas sucessivas mortes levam sempre a uma outra vida, mais alta e profunda cada vez que isso ocorre. E ocorre muito, felizmente, aos namorados, como tu bem sabes, e vives, irmão. Convoco, desde aqui, a todos a acudirmos a esse espaço que o poema desenha, a arder, no meio desta Noite Imensa onde todas as contradições desaparecem.
Fecha: 23/06/2005 23:59.
Autor: Pedro Figem ontem à noite uma cacharela no coração com o calor dos amigos, Táti e Ramiro, e espero que todos continuemos a arder sem queimar-nos nela.
Fecha: 24/06/2005 18:31.
Autor: Ramiro Não, Táti, não vai por ti, como bem sabes. Refiro-me àquelas das que falava o Breton num dos seus manifestos surrealistas e que afectam, ou podem afectar, a quaisquer seres humanos (eu próprio o primeiro).
Fecha: 26/06/2005 23:43.
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