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As minhas mãos anos depoisEste repto, o de escrever um poema a começar com um verso proposto, foi lançado há anos, e respondido corajosamente, por todos os poetas que trabalham na fábrica e, há uns dias, relançado ao grande amigo e poeta Ramiro Torres e ao Xavier Vásquez Freire, em cujo blog me deparo com a linha "O tempo não existe". Este é o meu novo As minhas mãos têm a idade do universo, anos depois.
As minhas mãos têm a idade do universo, e guardam o trigo entre os caminhos velhos e entre os caminhos novos. Separam o tempo de cima do que está em baixo, brilham a sós como as estrelas em março na tua boca.
Nada direi, que elas vos escrevam, inimigos íntimos, habitantes do dia que não está no calendário, sobre a esteira quente do vosso nome, calo.
E vós falai, prisioneiras de nada, perfumai com ópio os velhos locais da palavra, enlouquecei. Mãos,
habitantes dos meus rios, elegíacas e loucas, tenebrosas extractoras mineiras dos meses. 03/10/2005 19:54
Autor: Ramiro Mãos mágicas pola sua enorme proximidade à Matéria, simplificadoras do que nos faz habitá-la, interior e exteriormente. Trabalhando sempre. Em nós e contra nós, se for preciso.
Fecha: 04/10/2005 00:08.
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