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As minhas mãos têm a idade do universoCaro Pedro, aqui tens esta colaboração, feita hoje, para a tua proposta.
Para o Pedro e o Xavier.
As minhas mãos têm a idade do universo, Há nelas uma reminiscência de espelho irradiante, Uma canção em que o centro de nós É o lugar interdito, transparente, onde virarmos A nossa mutilação em cópula mortal, Trespassando o espaço cercado.
As minhas mãos desconhecem o tempo, Permanecem quietas até a sua definitiva conversão Em residência das árvores brancas que Criaram as moradas dos amantes: Luminosas habitações lavrando-se Contra a ocupação das ruas pola areia silente.
As minhas mãos perduram na libertação Que trazem as palavras a explodirem, Orgulhando-se da sua gravidez secreta, Abrindo fendas por toda a parte Em que os ilhéus pressentem um mesmo fogo Alimentando-os contra o seu desterro.
As minhas mãos, enfim, aquecem as horas Com a serenidade líquida do amor, Segurando-se nas ribeiras ocultas desta luz Acontecida como o primeiro dia após do nada.
01-10-2005. 01/10/2005 17:59
Autor: mário O seu poeta oficial do regimen, obrigado. Ah, não, este não é o caso! Que bons são os poemas que nunca escreveremos, caralho.
Fecha: 03/10/2005 16:21.
Autor: Pedro Interessante poema, Ramiro, sinto essa terra que lembras. Outra consideração, uma amiga comentou-me há dias que na Índia tinha necessidade de velar-se por completo nas ruas, nos mercados... porque ante a exposição da sua inocência e da sua beleza era atrozmente assediada por certos elementos, alheios à mais básica consideração polo próximo.
Fecha: 03/10/2005 20:33.
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